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SAÚDE E ECONOMIA PREOCUPAM BRASILEIROS NA PANDEMIA

Passado mais de um ano do início da pandemia do novo corona-vírus, os consumidores brasileiros informam que os novos hábitos e mudanças de comportamento adquiridos em 2020 terão continuidade ou mesmo aceleração nos próximos anos. É o que aponta a nova versão do estudo EY Future Consumer Index 2021 (FCI), produzido entre Janeiro e Fevereiro deste ano pela EYPaethenon, braço estratégico da EY, com base em pesquisas com quase 15 mil consumidores de 19 países. No Brasil, foram 1.007 pessoas consultadas.

Uma das tendências apontadas indica que fatores como preço, qualidade disponibilidade ganham importância, porém, os impactos causados pelas empresas passam a ter forte relevância agora. Tal cenário abriu margem para que elas ampliem o relacionamento com seus clientes, investindo não apenas em inovações tecnológicas, passando por melhores experiências em relação a toda a jornada do consumidor, mas também em soluções que valorizem os aspectos sociais, ambientais e de governança.

“As empresas que já estavam com seus planos de transformação digital adiantados ganharam vantagem competitiva em meio às mudanças repentinas provocadas pela pandemia. Porém, ter a melhor tecnologia, preço, produto ou serviço não é mais o bastante. É necessário estar atento às demandas da sociedade e adoção de uma postura mais ética, que, de alguma forma, criem valor para a vida dos consumidores,” explica Sergio Menezes, sócio da EY-Parthenon.

Entre os consumidores brasileiros, 55% demonstraram otimismo em relação ao próprio futuro e apenas 22% acreditam que o ano atual será pior para o País. Esse otimismo, porém, não foi suficiente para eliminar as preocupações de 97% deles em relação à economia brasileira, bem como o bem-estar de suas famílias e o impacto social da pandemia (96% em ambos os casos). Para 94%, a saúde pessoal vem como terceiro fator.

Ainda no campo econômico, 93% dos consumidores brasileiros ouvidos pela pesquisa relataram preocupações com suas finanças pessoais em decorrência da perda do valor da moeda e do poder de compra. Como consequência, nove a cada dez brasileiros demostram estarem preocupados com o acesso a itens de necessidade básica.

A líder do segmento de Varejo e Bens de Consumo da EY no Brasil e América do Sul, Cristiane Amaral, comenta sobre a preocupação dos brasileiros com seus relacionamentos durante a pandemia. “Como medida de controle do avanço do vírus, a maioria das cidades e municípios no país fechou os espaços de lazer, impedindo o convívio social entre as pessoas. Essa decisão afetou 91% dos entrevistados, que também relatam certo grau de preocupação com a falta de liberdade para aproveitar a vida.

O estudo mostra que 50% dos brasileiros ouvidos revelaram que este ano se sentem confortáveis em realizar suas compras presencialmente, em lojas ou supermercados – superando o cenário de 2020. Com 36%-, mas a frequência deverá ser menor, com 69% indo menos vezes a esses locais. Também foi apontado um aumento no percentual de brasileiros mais confiantes em se deslocar até o local de trabalho, passando de 30% em 2020 para 44% em 2021.

Fonte: Jornal do Comércio

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