NOVO PRONAMPE: COM JUROS MAIS ALTOS, EMPRESAS DEVEM AVALIAR MODALIDADE
A volta do Pronampe é motivo para comemoração entre as empresas em crise. Porém, é preciso ficar atento ao ajuste na taxa de juros em sua reedição. Anterior mente essas taxas eram de 1,25% ao ano mais a taxa básica de juros – Selic (atualmente em 3,5%). Agora, a taxa de juros passou para um limite de 6% ao ano mais a Selic.
“As taxas cobradas eram realmente muito mais interessantes. Contudo, mesmo com o aumento, continuam sendo baixas”, sustenta o diretor tributário da Confirp Welinton Mota. Outra novidade nessa nova versão do programa é o aumento do prazo de pagamento de 36 meses para 48 meses para as empresas que participaram da primeira versão.
Os critérios para concessão continuam sendo determinados pelas instituições financeiras. Elas poderão negar solicitações de empresas que se encontrem em situação de inadimplência, ou seja, o grande desafio segue o mesmo: garantir que o dinheiro realmente chegue às empresas que mais precisam.
Ficará a critério da instituição financeira conceder ou não o empréstimo nesses casos. O ideal é que o empresário que estiver nessa situação regularize a pendência antes de solicitar o empréstimo, se possível.
“Em linhas oferecidas anteriormente observamos muitas dificuldades dos administradores conseguirem a liberação do crédito junto às instituições financeiras (devido a isso)”, lembra Mota. A recomendação dos especialistas é que as empresas busquem essa linha de crédito em caso de real necessidade, lembrando sempre que o empréstimo impactará no caixa do negócio no futuro.
A instituição financeira poderá exigir garantia pessoal (aval e fiança) referente ao valor do 1 empréstimo acrescido dos encargos, exceto nos casos de empresas constituídas e em funciona mento há menos de um ano, cuja garantia pessoal poderá alcançar até 150% do valor contratado, mais acréscimos.
Fonte: Jornal do Comércio